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"A pandemia me fez valorizar ainda mais a equipe de trabalho e a família"

Cláudia Mello é servidora da Secretaria de Saúde

Servidora há quase 20 anos, Cláudia Mello, subsecretária de Vigilância em Saúde, conta um pouco sobre a sua carreira e sobre a experiência junto à Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) no combate ao coronavírus. Membro do comitê de emergência e incansável no propósito de acompanhar o comportamento do Sars-CoV-2 e dar recomendações aos 92 municípios do estado por meio de dados e estudos, ela afirma que reaprendeu o valor do trabalho em equipe e a importância da família no dia a dia para superar esse momento tão difícil para todos.

Médica, Cláudia ingressou no serviço público em 2002, após a aprovação no concurso para a carreira na especialidade de geriatria em 2001. Atuou, inicialmente, na inspeção sanitária de asilos, tornando-se líder do grupo de geriatria até 2004, quando o serviço foi descentralizado para os municípios. Passou então a atuar num grupo interdisciplinar de inspeção de hospitais, no qual atuou até 2015.

Aos poucos, percebeu que trilhava um caminho na área de gestão, liderando a equipe e sendo convidada a atuar como superintendente de Vigilância Sanitária em 2017 e como subsecretaria, cargo que ocupou inicialmente em parte de 2018 e ao qual voltou desde maio de 2019.

Ainda na função, Cláudia viveu durante a pandemia da Covid-19 um grande desafio: disponibilizar aos órgãos do governo e à população dados diários de vigilância sobre doença, que antes eram produzidos de forma semanal ou até mesmo mensal. Foi uma grande mudança de estrutura e de paradigma diante de uma infecção pouco conhecida. “Eu mais uma vez pude ver a força da equipe técnica. Com certeza a união da equipe foi o fator chave que permitiu as adequações necessárias e a entrega do nosso trabalho nesse período”, afirmou a subsecretária.

Mas o dia a dia ao longo da pandemia não tem sido fácil, especialmente no momento de pico das infecções no Rio de Janeiro. Cláudia sempre teve que aliar o empenho em reestruturar os processos de vigilância aos cuidados para não se contaminar, afinal, afastar-se do trabalho não era uma opção. “Tive medo, mas entendo que o servidor tem o dever de servir a população e nosso trabalho era muito importante para o enfrentamento da pandemia”, ressaltou.

Além de reconhecer a união de sua equipe de trabalho, Cláudia também teve a oportunidade de experimentar a força da família para superar esse momento. Ela aponta a convivência familiar como decisiva para seguir firme em seu trabalho todos os dias, com a confiança de que esse momento ruim vai passar. Ela destaca ainda a importância do convívio com Domenico, seu cachorrinho de estimação, um shih-tzu branco, que está sempre ao seu lado em casa.

Por outro lado, Cláudia afirma que sente falta de uma coisa em particular nesse momento de isolamento e distanciamento social: as viagens, seja um bate e volta para uma das cidades do estado num final de semana, seja uma viagem de férias mais longa. “ A gente reaprende quase tudo, passa a consumir menos, sair menos de casa, mas sinto falta de fugir um pouco da rotina e fazer uma viagem para relaxar e descansar corpo e mente”, conclui.

Fonte: Secretaria de Estado de Saúde
Foto: Arquivo pessoal


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