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"Acredito que a empatia seja o segredo de tudo"

Leicer Braz é servidor público há 15 anos e trabalha na SEAPA

O Agente de Atividades Agropecuária da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SEAPA), Leicer Braz, conta a sua história tanto profissional quanto pessoal.  O Agente ingressou no serviço público em 2005, e desde então vem exercendo a função com muita dedicação.

“Tive a oportunidade de crescer como servidor e como pessoa, uma vez que o trabalho me trouxe o benefício de passar por várias capacitações dentro e fora do Estado, onde eu pude fazer a minha primeira viagem de avião”, revela Braz.

A rotina de trabalho de um Agente de Atividades Agropecuárias pode ser muito dinâmica, já que ele atua em três grandes áreas da Defesa Agropecuária (Animal, Vegetal e Inspeção de Produtos de Origem Animal). Nessa área é desempenhada uma função essencial para o atendimento das rotinas e demandas diárias de um Núcleo de Defesa Agropecuária; a garantia sanitária em propriedades rurais e agroindústrias.

Há 15 anos no cargo, Braz revela que durante todo esse tempo viu o serviço passar por várias mudanças e adaptações impostas pela modernidade e pela necessidade. Um exemplo disso são as emissões de GTA (Guia de Trânsito Animal), dentre outros serviços, passaram a ser realizadas de forma eletrônica, através de um sistema.

“O trabalho foi absurdo, foram montadas turmas com servidores e representantes das Regionais, para receberem o devido treinamento, para atuarem como multiplicadores desse treinamento em suas unidades de lotação e na Região onde estavam lotados. Eu tive a oportunidade de estar lá e pude contribuir com a implantação e melhoria do sistema. Essa novidade levou toda a nossa equipe a ter que se adaptar e apoiar o novo modelo para que pudéssemos hoje usar um sistema que mudou ‘da água para o vinho’ o nosso serviço”, ressalta.

Durante a pandemia, o Núcleo de Defesa Agropecuária não parou, os serviços prestados são essenciais, e as demandas de serviço só aumentaram. “Nós fornecemos aos produtores os nossos números particulares para suporte ao público. É muito gratificante ver uma pessoa feliz por um bom atendimento. Quem me conhece sabe que sou uma pessoa muito comprometida com o trabalho, atendendo a todos da melhor forma possível. Gosto muito de propor, dar ideias, sugerir, mudar a forma de fazer algo, sempre fui assim, e as pessoas reconhecem isso. Acredito que a empatia seja o segredo de tudo, tratar as pessoas como gostaríamos de ser tratados. É a regra de ouro!”, afirma.

Nos meses de maio e junho, no pico da pandemia, a equipe da Defesa Agropecuária precisou se estruturar de forma remota para a realização da Campanha de Vacinação contra Febre Aftosa no RJ. O Estado do RJ conta com cerca de 2,5 milhões de bovinos e búfalos, e Campos dos Goytacazes, em especial, conta com o maior rebanho dentro do Estado.

“Foi um desafio ímpar! Essa vacinação envolve uma etapa muito importante, a entrega da declaração pelos produtores nos Núcleos de Defesa Agropecuária, que até então era de forma presencial. Tivemos que nos organizar para realizar todo o atendimento ao produtor de forma on-line, usando contatos por telefone, e-mail e tudo isso usando nossas estruturas particulares de computador, internet e celular”, declara.

O resultado de todo o esforço da equipe da Defesa Agropecuária valeu a pena, pois o índice de vacinação contra Febre Aftosa do Estado fechou em quase 92%, superando a meta que era de 90% do rebanho imunizado.

Entre tantas histórias como servidor, Braz de 43 anos, fala sobre o seu maior e melhor presente, a sua família. Casado e com duas filhas, uma de 16 anos, e a mais nova de 10 anos, que é autista não verbal. Ele conta sobre as dificuldades nas atividades diárias que tornam ainda mais dinâmicas e desafiadoras, tendo em vista que sua filha ainda não desenvolveu a independência de atividades básicas, como tomar banho ou ir ao banheiro sozinha.

“Procuro enxergar as coisas de um ponto de vista sempre positivo. Apesar de todos os desafios que tenho pessoal e profissional, penso que temos que exercer a empatia ao próximo e procurar sermos sempre otimistas”, conclui Leicer. 

Fonte: SEAPA
Foto: Arquivo Pessoal