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"O mais importante é saber que estamos conseguindo cumprir nossa missão"

Wallery Moreira é técnica de enfermagem do Instituto Estadual de Doenças do Tórax Ary Parreiras da Fundação Saúde

Apaixonada por fazer trilhas e amante da natureza, a técnica de enfermagem do Instituto Estadual de Doenças do Tórax Ary Parreiras (IETAP), Wallery Moreira, traz no ofício a vontade de cuidar do próximo. Servidora da Fundação Saúde do Estado do Rio de Janeiro (FSERJ) desde 2013, a técnica decidiu que seguiria a enfermagem como profissão desde os 12 anos de idade.

‘’Eu perdi um tio muito querido quando ainda tinha 12 anos. Esse acontecimento me marcou muito e foi crucial para eu ter a certeza de que atuaria na área da saúde. Minha vontade era cuidar das pessoas ainda melhor do que cuidaram do meu tio’’, explica.

Mas o caminho até aqui não foi tão fácil. Mesmo colocando enfermagem como primeira opção do vestibular, quando tinha 18 anos, Wallery ganhou uma bolsa para cursar Direito em uma Instituição privada do Rio de Janeiro. A servidora conta que não conseguiu nem concluir o primeiro período do curso. ‘’Meu amor pela enfermagem já era maior que tudo. Deixei a faculdade de Direito e fiz um técnico de enfermagem para logo começar a atuar na saúde’’, conta.

Elogiada pela equipe por sua atuação no momento de grande demanda da Covid-19, a técnica conta da sua experiência na pandemia. ‘’O início foi bem difícil, pois ninguém conhecia a doença. Apesar do medo, toda a equipe tinha consciência do papel importante que exercia naquele momento. Com o tempo, fomos recebendo treinamentos e as coisas foram melhorando, o medo foi passando. O mais importante é saber que estamos conseguindo cumprir nossa missão de prestar uma assistência de qualidade para a população.

Recentemente, Wallery conseguiu concluir a tão sonhada faculdade de enfermagem e deixa um recado para quem quer seguir a profissão. ‘’Existem muitos desafios a serem vencidos, mas é muito gratificante ver um paciente responder bem aos cuidados e receber alta. Há aqueles também que marcam as nossas vidas e acabam virando o ‘’xodó’’ dos plantões, como é o caso de um paciente que está internado conosco desde o início da pandemia. Ele deu entrada na unidade com um quadro de saúde muito grave em decorrência do coronavírus e vem se mostrando um verdadeiro guerreiro, isso marca as nossas vidas’’, finaliza. 

Fonte: FSERJ e SES

Foto: FSERJ